A Verdade das Fotografias do Raio que caiu sobre o Vaticano

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A noticia da renuncia do Papa Bento XVI ao magistério papal apanhou todos de surpresa incluindo os cardeais mais próximos. Nada faria prever que ontem dia 11 de Fevereiro o Sumo Pontífice fosse ao fim de quase 8 anos, e com 85 anos de idade, renunciar ao papado a partir do próximo dia 28 de Fevereiro. No entanto horas depois deste anuncio que apanhou o mundo de surpresa, eis que a natureza fez também uma das suas manifestações sobre a cúpula da Catedral de São Pedro no Vaticano durante uma forte tempestade ocorrida ontem em Roma. Horas depois do anuncio de renuncia do Papa Bento XVI, começaram a circular nos orgãos de comunicação social em todo o mundo duas fotografias de um raio que atingiu o pára-raios situado no topo da cúpula da catedral de São Pedro.

As fotografias rapidamente se difundiram através das redes sociais o que provocou espanto e duvidas em alguns e apreensão ou surpresa noutros. Uma coisa é certa, a contar pelos vários milhões de comentários que as fotografias originaram nas redes sociais, ninguém lhes ficou indiferente. Entre muitos comentários, alguns dizendo tratar-se da ira de Deus, outros de milagre ou outros de simples explicação natural e cientifica do fenómeno, muitos comentários incrédulos afirmavam tratar-se de uma montagem em Photoshop. A verdade é que as fotografias são autênticas e não se trata de nenhuma montagem.

As fotografias foram obtidas por dois das varias dezenas de repórteres fotográficos que ontem se encontravam no local tentando obter alguma imagem que ilustrasse o dia da renuncia papal; Alessandro Di Meo ao serviço da Agência noticiosa italiana ANSA e Filippo Monteforte ao serviço da Agência francesa AFP. O raio que aparece em ambas as fotografias é o mesmo embora em posições ligeiramente diferentes já que obviamente apesar dos dois fotógrafos estarem na praça não se encontrariam lado a lado, daí que a perspectiva de Monteforte seja mais frontal e a perspectiva captada por Di Meo tenha sido mais do lado esquerdo da praça. Também a lente usada por Di Meo como o próprio refere é uma grande angular (abaixo dos 50mm) em que apanha toda a praça e catedral, ao passo que a lente usada por Monteforte, como também o próprio refere terá sido uma lente 50mm.  Refira-se que existem igualmente imagens vídeo captadas por uma equipa da BBC que se encontrava no local onde é igualmente visível o raio que atinge a cúpula da Catedral.

Ambos os fotógrafos contam o que se passou e como fizeram a fotografia do raio que atinge a cúpula da catedral de São Pedro, através dos sites das referidas agências noticiosas:

Alessandro Di Meo: “Quando vi o primeiro relâmpago tive a ideia e fui para debaixo da colunata, estive quase 40 minutos a lutar contra a tempestade e a câmara para fazer a imagem que eu tinha idealizado “…”Enquanto eu estava a limpar a lente dos pingos de chuva um primeiro raio atingiu a cúpula, e eu não pude fazer nada se não observar impotente e com alguma raiva”…”Tentei várias vezes até que um raio atingiu a cúpula como eu tinha previsto”. Di Meo revelou também como efectuou a fotografia, para os mais curiosos e amantes da fotografia: “A câmara estava apoiada num muro, e não num tripé. O tempo de exposição foi de oito segundos, f9 de abertura e sensibilidade ISO de 50. É claro que a máquina foi definida para manual e montei uma lente grande angular que me permitiu incluir toda a Igreja no quadro.Fonte:Explicação do autor/ANSA

copyright: Alessandro Di Meo

Fillipo Monteforte: “Foi um golpe de sorte. Tirei a foto na Praça de S. Pedro, abrigado nas colunas. Estava frio e chovia muito. Quando a tempestade começou, pensei que talvez um relâmpago pudesse cair sobre o pára-raios da Basílica e tentei captar esse momento com uma objectiva de 50 milímetros”….“Levei cerca de duas horas para fazer a foto. Acho que o raio atingiu a Basílica três vezes. O primeiro clarão foi enorme, iluminou tudo, mas infelizmente falhei-o. Tive mais sorte da segunda vez. Tirei duas fotos do raio a cair sobre a cúpula iluminada” Fonte: Explicação do autor/AFP

copyright: Filippo Monteforte

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